quinta-feira, 28 de junho de 2012

Decepção

Decepção, por que me persegues? Por que insistes em me seguir? Já disse que não te quero perto de mim. O que procuro, às vezes, não, definitivamente, não é o que acho. Por quê? Por quê? Por favor, diga-me o porquê disso tudo? Você perto de mim me faz sofrer; você longe de mim também me faz sofrer. O que faço, então? Fujo, escondo-me, esfumo-me ou me perco para poder me encontrar? Acaso, não escutas meu chamado? Não vês que estou clamando por ajuda? Passa-me, neste momento, lembranças e lembranças de um presente que não vivo. Por que sou feliz? Por que sofro, e por que vivo mais fracassando do que triunfando? 
Será que é melhor fazer o bem ou fazer bem? Não sei... definitivamente não sei... não sei... não, não e não. Há anos me decepciono com tudo , não encontro respostas para nada. Para onde quer que eu vá, só vejo muros brancos sem nada escrito nem pichado. A decepção é um aprendizado... é o que dizem por aí, mas ninguém gosta de sofrer, ou será que há alguém assim? Não sei, não sei, não, não e não. Aliás, eu, realmente, não sei de nada, não sou nada, ou melhor, sou sim, sou um nada. É suicidante esta decepção encravada, não obstante não tenho o direito de ceifar a vida, uma vez que não fui eu quem me regalei ela; esta me foi dada, e seria inútil tentar sair desta prisão, pois o corpo liberta-se, mas o espírito jamais.  

Fortaleza, 12 de janeiro de 2011.
Às 00h21min. 

2 comentários:

  1. minha nossa.. que texto show, muito bem escrito, olha de fato eu adorei, seu texto só não me impressionou mais pq enfim eu ja sei que vc é capaz de coisas extraodinárias como essas..muito bom mesmo, maravilhoso, excelente!

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